Outros modos de viver, outros modos de educar: convergências epistemológicas para a superação das desigualdades socioambientais
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Resumo
Este ensaio teórico propõe uma reflexão crítica sobre a educação ambiental a partir da articulação entre diferentes correntes de pensamento que convergem na defesa da superação das desigualdades socioambientais e da centralidade da vida como princípio organizador. Parte-se da crítica à racionalidade moderna e à colonialidade do saber, que sustentam hierarquias ontológicas, epistemológicas e políticas responsáveis pela degradação ambiental e pela intensificação das desigualdades sociais. Metodologicamente, o estudo se caracteriza como uma análise teórica e bibliográfica, de caráter ensaístico, fundamentada em autores do pensamento decolonial, da interculturalidade crítica, da educação ambiental crítica e sintrópica, do Bem Viver e do ecofeminismo. A análise evidencia que tais perspectivas, embora oriundas de contextos distintos, compartilham críticas à separação entre humanidade e natureza, ao modelo capitalista de desenvolvimento e à ciência instrumental orientada pela acumulação. Como resultado, o ensaio aponta a potência dessas correntes na construção de horizontes educativos mais plurais, dialógicos e comprometidos com a justiça socioambiental. Conclui-se que a educação ambiental, ao incorporar ontologias relacionais e epistemologias não hegemônicas, pode contribuir para processos formativos orientados à reprodução da vida, à coletividade e à reconfiguração das relações entre sociedade, ciência e natureza.
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